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Por que é tão difícil manter o peso perdido? Entenda o que acontece com seu corpo e sua mente

  • Foto do escritor: Elaine Pereira dos Santos
    Elaine Pereira dos Santos
  • há 13 minutos
  • 2 min de leitura

Muitas pessoas conseguem emagrecer. O grande desafio costuma ser outro: manter o novo peso ao longo do tempo.

Se você já passou pela experiência de perder peso e depois recuperá-lo, talvez tenha pensado que faltou disciplina ou força de vontade. Mas a explicação é mais complexa.


Manter o peso envolve fatores biológicos, psicológicos e comportamentais que interagem o tempo todo.


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O que acontece com o corpo depois de uma dieta?


Quando há perda de peso, principalmente após dietas restritivas, o organismo entende essa redução como uma possível ameaça. Como resposta, ativa mecanismos de adaptação:

  • Aumento da fome

  • Maior desejo por alimentos calóricos

  • Redução do metabolismo

  • Maior eficiência em armazenar energia


Esse fenômeno é discutido na teoria do set point do peso, que sugere que o corpo tende a defender uma determinada faixa de peso por meio de ajustes hormonais e metabólicos.

Isso não significa que o peso seja fixo ou imutável. Significa que mudanças muito rápidas ou muito restritivas podem gerar respostas compensatórias.


Por que emagrecer parece mais fácil do que manter?


Muitas vezes ao iniciar uma dieta, há motivação elevada, regras claras e resultados relativamente rápidos.

Com o tempo, porém:

  • A restrição se torna difícil de sustentar

  • O cansaço mental aumenta

  • A fome fisiológica se intensifica

  • O pensamento “já que saí da dieta hoje então perdi tudo” pode aparecer


A manutenção exige algo diferente da perda inicial: exige flexibilidade, regulação emocional e mudanças consistentes de comportamento — não apenas controle rígido.


O papel da mente no efeito sanfona


A dificuldade em manter o peso não é apenas biológica.

Pensamentos comuns como:

  • “Se eu engordar, fracassei.”

  • “Eu só tenho valor quando estou magra(o).”

  • “Preciso compensar o que comi.”


Podem gerar ciclos de restrição e compulsão.

Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que esses pensamentos influenciam emoções e comportamentos. Quanto mais rígida for a relação com a comida, maior a chance de oscilação.

O chamado “efeito sanfona” muitas vezes está ligado a:

  • Padrões de tudo-ou-nada

  • Comer emocional

  • Culpa alimentar

  • Autocrítica intensa


Então é impossível manter o peso?


Não.

Mas a manutenção sustentável geralmente não vem de dietas extremas.Ela costuma surgir de:

  • Hábitos graduais e consistentes

  • Reconhecimento da fome e da saciedade

  • Relação mais neutra com alimentos

  • Regulação emocional

  • Redução da autocrítica


Quando o foco deixa de ser punição e passa a ser cuidado, o processo se torna mais estável.


O papel da psicoterapia


Se você sente que vive em guerra com o seu peso saiba que existe um ciclo biológico e emocional que precisa ser compreendido — não combatido.

Cuidar da mente faz parte do cuidado com o corpo.

A psicoterapia pode ajudar a construir uma relação mais saudável com a alimentação, com o peso e, principalmente, com você mesma(o).


🪻Quer continuar aprendendo sobre saúde emocional e comportamento alimentar?

Saiba que o acompanhamento psicológico especializado pode ser um caminho seguro e estruturado para ajudar você a tornar mais equilibrada a sua relação com a comida.

Você não precisa enfrentar esse processo sozinha(o).


Cuidar da mente é um passo essencial para sair do ciclo de culpa e começar um caminho mais sustentável.



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